ࡱ> HJEFG9 bjbjl-----Rxh.:....444kRmRmRmRmRmRmR$dT VR4a4|444RgP..RgPgPgP4R ..kRgP4kRgPgPkRkR.\. 3h,-/> kRkRR0RkR(W9P.(WkRgPO centenrio mundial e os 84 anos de Brasil  INCLUDEPICTURE "http://www.mecanicaonline.com.br/2003/julho/especial/ford_100_anos.gif" \* MERGEFORMATINET  Empresa comemora com crescimento seu centenrio mundial e os 84 anos de atividades no Brasil A constituio da Ford, em 16 de junho de 1903, no estado norte-americano de Michigan, um divisor de guas na histria da indstria automobilstica. Movido pelo sonho de fazer do automvel um produto acessvel para as multides, Henry Ford, com o apoio de outros 11 empreendedores, revolucionou a produo e as relaes de trabalho, com a adoo de um modelo de produtividade at hoje exemplar para o setor, o Fordismo, que consiste na separao das funes em dois nveis - planejamento e execuo - e na segmentao mxima do trabalho, para se alcanar maior produo em menor tempo. O sucesso dessa frmula est refletido atualmente, 100 anos aps a fundao da Ford, em nmeros. A companhia, segunda maior do mundo no setor automobilstico, atua em 25 pases, abriga 106 fbricas e produziu, em 2001, 7 milhes de unidades, entre automveis, comerciais leves, caminhes e nibus. Detm ainda as marcas Jaguar, Mazda, Volvo, Land Rover, Aston Martin, Mercury e Lincoln.  INCLUDEPICTURE "http://www.mecanicaonline.com.br/estrutura/imagens/estrutura_site/setavermelha.gif" \* MERGEFORMATINET Henry Ford no quadriciclo inventado por ele em 1896 No Brasil, onde foi a primeira do ramo a se instalar, em 1919, a performance da empresa no diferente. Sob os pilares do fortalecimento da marca, da renovao da linha de produtos e da reestruturao da rede de distribuidores, a Ford registrou um crescimento de 27,5% no primeiro trimestre deste ano, em comparao com o mesmo perodo do ano passado. As exportaes, impulsionadas recentemente pelo Novo Fiesta, somaram US$ 143,4 milhes, o que representou um aumento de mais de 100%, tambm em relao ao primeiro trimestre de 2002. No mercado nacional, a participao da empresa no segmento de automveis e comerciais leves saltou de 9,28%, em dezembro do ano passado, para 10,5%, em abril deste ano. "O centenrio mundial e os 84 anos de Brasil so motivos de orgulho para a companhia. Estamos comeando a colher os resultados do lanamento de modelos e dos grandes investimentos que fizemos", afirma o presidente da Ford Motor Company Brasil, Antonio Maciel Neto. Esses investimentos incluem a construo recente de uma fbrica em Camaari (BA) - a ponta de lana, no Nordeste, de um novo plo industrial de desenvolvimento internacional -, o lanamento do Novo Fiesta e do EcoSport e a modernizao das fbricas de Taubat e So Bernardo do Campo, em So Paulo, transformadas em centros exportadores de motores e veculos. Atualmente, a Ford Brasil exporta, para diversos pases, o Novo Fiesta, o Ka, as pick-ups Courier e F-250 e os caminhes Cargo e Srie F. Alm deles, integram ainda a mais completa linha do mercado nacional o Fiesta Street Hatch e Sedan, o Focus, o Mondeo e a pick-up Ranger, alm de caminhes de trs a quatro toneladas. A revoluo de Henry Ford Fundador da empresa criou a produo em srie e marcou a indstria Alm de carros, Henry Ford fez escola e revolucionou a produo industrial no planeta. A viso empreendedora do norte-americano, nascido no estado de Michigang, em 1863, de fabricao em srie, em larga escala e que assegurasse preos acessveis aos consumidores, garantiu a ele lugar em captulos de todos os livros de administrao e o nome de um modelo produtivo: o Fordismo. Na eleio realizada pela revista Time para a escolha das 100 maiores personalidades do sculo XX, Henry Ford ocupa uma das 20 posies destinadas categoria Builders & Titans (Construtores & Tits) e, em trecho da matria dedicada a ele, escrita pelo ex-presidente da Ford, Lee Iacocca, descreve-se: "Produziu carros acessveis, pagou altos salrios e ajudou a criar a classe mdia. Nada mau para um autocrata". Henry Ford: exemplo de administrao eficiente  INCLUDEPICTURE "http://www.mecanicaonline.com.br/estrutura/imagens/estrutura_site/setavermelha.gif" \* MERGEFORMATINET  Sua frmula baseou-se especialmente naquilo que Taylor, o pai da administrao cientfica, preconizava: dividir as funes, numa fbrica, em dois nveis, o do planejamento e o da execuo. Ford cercou-se dos melhores profissionais para planejar sua indstria e administr-la e, nas fbricas, promoveu a segmentao mxima do trabalho. Foi baseando-se nessa proposta que a Ford passou do status de uma pequena empresa, construda por Henry e outros 11 empreendedores, em 1903, com um capital inicial de US$ 28 mil, para a posio de segunda maior companhia de automveis do planeta, detentora das marcas Jaguar, Mazda, Volvo, Land Rover, Aston Martin, Mercury e Lincoln, um sculo mais tarde. O que Henry Ford fez de revolucionrio foi aplicar, em sua empresa, conceitos que a levaram a excelentes ndices de eficincia. Essa estratgia tinha um objetivo, divulgado j nas primeiras propagandas: "Construir e comercializar um automvel especialmente projetado para o uso e abuso de todos os dias - nos negcios, na rea profissional, na famlia (...). Uma mquina que ser admirada tanto pelos homens como pelas mulheres e pelas crianas, por ser compacta, simples, segura e por sua convenincia para tudo (...). E por seu preo excepcionalmente razovel, que a coloca ao alcance de milhares que no poderiam sequer pensar nos preos comparativamente fabulosos da maioria das mquinas". Popular Conta a lenda que foi em uma embaladora de carnes, vendo o produto passar por uma esteira rolante, que Ford teve a inspirao para adotar a fabricao em srie. Os princpios dessa inovao eram a mxima produo dentro de um perodo determinado, a intensificao, o aumento da velocidade rotatria do capital circulante, visando pouca imobilizao dele e rpida recuperao do investimento, e a economia, que diz respeito a reduzir ao mnimo o total de matria-prima em estoque. Promover as mudanas no foi fcil. A transformao incluiu a introduo de uma cultura entre os trabalhadores, que passaram a exercer funes especficas e repetitivas nas linhas de montagem. Antes, vrios funcionrios trabalhavam conjuntamente para fabricar um veculo inteiro. Com o novo modelo, o processo passava a ser segmentado, com uma produo em massa, em srie e em cadeia contnua. Muitos abandonaram a Ford assim que as linhas de produo comearam a funcionar, em 1913, em razo da alta produtividade e repetio de tarefas. Para evitar a evaso da mo-de-obra, Henry Ford inovou mais uma vez: aumentou o salrio dos trabalhadores para US$ 5 por hora, o dobro do que se pagava na poca, e reduziu a jornada de trabalho, de nove horas dirias, para oito horas/dia. A lgica de Ford era a seguinte: pouco importa se tinha de baixar o preo dos carros ou aumentar os salrios dos funcionrios, desde que a atividades continuassem dando lucros. Alm disso, ao aumentar os salrios, ele alcanava outros dois objetivos: a motivao de seus empregados e a criao de uma massa de consumidores, j que, para que ocorra o consumo preciso que exista gente com dinheiro no bolso. Da dizer-se que Ford teve participao na criao da classe mdia. O modelo T - os antecessores tiveram como nome as letras de A a S -, lanado em 1908, chegou ao mercado a um preo de US$ 850. Foi o nico fabricado pela empresa durante 19 anos e seria comercializado, anos depois, por apenas US$ 269 dlares. Em 1927, quando o Ford T deixou de ser produzido, 15 milhes de unidades tinham sido vendidas, nada menos do que 50% do total comercializado no mundo. Salto Em 1909, a Ford produziu 14 mil automveis em um ano. Em 1914, o nmero saltou para 240 mil, uma conseqncia direta da implantao da linha em srie. J naquele ano, com a primeira esteira de montagem, produzia-se um automvel a cada 84 minutos. A partir da, a linha de veculos foi se diversificando, at a empresa se transformar no grande conglomerado multinacional que hoje. No mundo, o Fordismo expandiu-se no ps-guerra e foi o modelo que impulsionou a produo em diversos pases. As linhas de montagem foram surgindo em vrios segmentos, principalmente nos de bens durveis, e criou-se o mercado consumidor. A partir do seu estilo de produzir, que massificou a utilizao de automveis, a Ford impulsionou outros segmentos, como o de rodovias, postos de gasolina e pneus. Evoluo O modelo adotado por Ford passou por evolues, resultantes do desenvolvimento tecnolgico e das transformaes nas relaes econmicas e sociais, que alteraram tambm as demandas. A partir da dcada de 1970, iniciou-se uma reviso da doutrina de Ford, o chamado ps-fordismo. Como caractersticas, esse novo modelo adotou a flexibilizao nas relaes de trabalho e de consumo, passando-se conquista de mercados externos, expanso de atividades para outros continentes e o "just in time", que determina que as empresas devem produzir de forma rpida, eficiente, enxuta e somente para atender demandas, sem a menuteno de grandes estoques. Ainda assim, grandes mudanas introduzidas por Ford permanecem nas fbricas, como a segmentao do trabalho. "Com sua filosofia de produo em massa, preos baixos, altos salrios e organizao eficiente do trabalho, Henry Ford apresentou ao mundo o maior exemplo de administrao eficiente individual que a histria conhece", definiu o professor Reinaldo O. da Silva, em seu livro Teorias da Administrao. Ford, certa vez, revelou: "O segredo do meu sucesso est no fato de pagar como se fosse perdulrio e comprar como se estivesse quebrando." O pioneirismo no Brasil Ford foi a primeira empresa automobilstica a se instalar no pas Apenas 16 anos depois de iniciar suas atividades nos Estados Unidos, a Ford chegou ao Brasil. No dia 24 de abril de 1919 foi definida a instalao de uma filial brasileira da empresa, no Estado de So Paulo, que exigiu investimentos de US$ 25 mil, transferidos da unidade j existente na Argentina. Alm de recursos, a Ford enviou ao pas E. A. Evans e Benjamin Kopf, funcionrios que trabalhavam em Buenos Aires, para iniciar as atividades na nova sede. Eram apenas 12 colaboradores, trabalhando em um depsito de dois andares, na Rua Florncio de Abreu, no centro de So Paulo. As peas chegavam por trem, na Estao da Luz, que ficava prxima sede da empresa. Foi nesse espao que a Ford iniciou a produo do modelo T e dos caminhes Ford TT e se tornou a primeira fabricante de automveis do Brasil. Em 12 de maio de 1920, o governo de Epitssio Pessoa autorizou formalmente o ingresso da Ford no Brasil e a sede da empresa foi transferida para um rinque de patinao, na praa da Repblica e, no ano seguinte, para uma sede prpria, na rua Slon, no bairro Bom Retiro, j com 124 empregados. No primeiro ano de produo, a Ford vendeu 2.447 carros aos brasileiros e, em 1922, o nmero cresceu para 4 mil unidades. Em 1925, bateu o recorde de vendas do modelo T, chegando marca de 24.250 unidades - uma evoluo que no parou mais. Em 2002, a companhia comercializou 143.311 veculos, de acordo com a Anfavea (Anurio Estatstico da Indstria Automobilstica Brasileira). Linhas de montagem da Ford esto entre as mais modernas do mundo S no primeiro trimestre de 2003, as vendas alcanaram 34.895, 27,5% a mais do que no mesmo perodo de 2002. "O crescimento da Ford no Brasil se baseia num trip: marca, renovao da linha de produtos e reestruturao da rede de distribuidores, e, a despeito das dificuldades enfrentadas pelo mercado e do acirramento da competio, a participao da empresa no mercado brasileiro aumentou para 10,5%", diz Antonio Maciel Neto, presidente da Ford Brasil. Alm disso, no mesmo perodo, as exportaes, que tm como carro chefe o Novo Fiesta, evoluram mais de 100% em relao ao mesmo perodo do ano passado. Fbricas Do pequeno armazm, no centro da cidade de So Paulo, onde a Ford se instalou, s restam as memrias do marco da chegada da empresa ao pas. A Ford conta, hoje, com um complexo fabril que soma mais de 7 milhes de metros quadrados, nos quais esto equipamentos de ltima gerao para produzir cerca de 20 modelos de carros, utilitrios e caminhes. A mais nova unidade da Ford situa-se em Camaari, na Bahia, inaugurada em outubro de 2001. a primeira fbrica de automveis do Nordeste e dela vo sair produtos do Projeto Amazon - que vai promover o surgimento de veculos que atendam as preferncias do consumidor brasileiro. So 4,7 milhes de metros quadrados de rea total, 1,6 milho de metros quadrados de rea construda, 230 mil metros quadrados de edificaes e 7 milhes de metros quadrados que compem uma rea de preservao ambiental e reflorestamento. Os investimentos feitos na sua construo somaram nada menos do que US$ 1,9 bilho. Com sua construo, foram criados 5 mil empregos diretos, sendo que outros 50 mil indiretos devem surgir at 2005, quando a unidade vai operar com capacidade mxima. So Paulo O Estado de So Paulo, que abrigou a primeira sede da empresa, na capital, hoje rene duas fbricas da Ford, alm do Campo de Provas da companhia. A mais antiga das unidades em operao, que est em So Bernardo do Campo, no grande ABC, comeou a funcionar em 1967, quando a companhia comprou a Willys Overland do Brasil, que produzia veculos como o Jeep Willys e o utilitrio F-75. Hoje so aproximadamente 4 mil funcionrios nas linhas de produo, de onde saem os modelos Ka, Fiesta Street e Courrier, alm de caminhes leves, mdios e pesados das linhas F e cargo. A unidade possui capacidade para produzir 160 mil veculos por ano e outros 40 mil caminhes, em uma rea total de 1,25 milho de metros quadrados, com 415 mil deles construdos. So 230 mil metros quadrados de edificaes. Um pouco mais distante da capital est a unidade de Taubat, pioneira e lder mundial na produo do motor Zetec RoCam. Na fbrica, inaugurada em 1974, podem ser produzidos, anualmente, 225 mil motores, alm de outras peas, como transmisses e componentes de chassis. Ela possui tecnologia para a realizao de processos de fundio. Os motores Zetec, as transmisses IB5 e componentes dos chassis, produzidos em Taubat, abastecem as unidades nacionais e internacionais da Ford. Os veculos Ka, Fiesta e Courrier, fabricados em So Bernardo do Campo e distribudos no mercado interno e no Mercosul, recebem os equipamentos da unidade de Taubat. As peas tambm vo para a Argentina, para serem utilizadas nos modelos Escort e Focus. Venezuela e Colmbia recebem o material para produzirem o Fiesta. J para o Mxico, a Ford vende automveis equipados com os produtos desenvolvidos em Taubat, alm de motores para os modelos Ikon e chassis para a pick-up F-250. Tambm consomem equipamentos fabricados na unidade a ndia, os Estados Unidos e a frica do Sul. Segundo a empresa, o diferencial da unidade o conceito de Lean Manufacturing (Manufatura extra), que permite trabalhar com pouco estoque e menor movimentao de peas durante a montagem. Testes Em 1978, a empresa criou um Campo de Provas em Tatu, no interior paulista. Numa rea de 4 milhes de metros quadrados, 200 funcionrios aplicam testes em duas pistas, para garantir qualidade e segurana ao consumidor. O Campo o mais completo laboratrio desse tipo, da Ford, na Amrica do Sul. Nas pistas so avaliados a estrutura, a transmisso, a suspenso, os freios e o comportamento do veculo em diferentes condies de ruas e estradas, graas a superfcies especiais que simulam essas situaes. Numa estrada off road so testados os equipamentos com trao, avaliados em ondulaes, pedras soltas, poos de lama e reas com areia e gua. Em Tatu tambm h tecnologia para realizao de crash tests (teste de batida), com bonecos que simulam a ao dos passageiros no caso de impacto. Crdito sob medida aos clientes A Ford controla a maior empresa de financiamento automotivo do mundo, a Ford Motor Credit Company, que fornece produtos e servios financeiros em 40 pases,para mais de 10 milhes de clientes e 12.500 revendedores de veculos. No Brasil, atua com oito filiais,alm da matriz em So Paulo, oferecendo operaes de financiamento, leasing, Finame e seguros. Os clientes Ford tm acesso a diferentes planos de financiamento, com vantagens,desenhados sob medida para pessoas fsicas e jurdicas,para a aquisio de veculos novos, seminovos e usados. Os planos permitem a incluso do custo do seguro no financiamento ou leasing do veculo. Pela Internet, o Ford Credit permite simular o financiamento, para identificar o plano mais adequado ao perfil de cada cliente. Basta preencher as informaes -- com a escolha de modelo e verso,CEP,percentual de entrada e nmero de parcelas -- e o clculo das prestaes apresentado automaticamente. Outra ferramenta do Ford Credit o Consultor Virtual.Ao responder algumas perguntas bsicas -- sexo, faixa etria,estado civil, nmero de dependentes, tempo de residncia e renda mensal --, o consumidor recebe on-line uma sugesto de modelo e verso de veculo mais adequado ao seu perfil. Mais uma rea exclusiva do Ford Credit a Central do Cliente. Entre outros servios, ela d acesso aos dados do contrato e permite realizar alteraes cadastrais, em um ambiente seguro de comunicao entre o cliente e a Ford. Financiamento - A anlise de crdito gil e simplificada, inclusive com solicitao de financiamento e preenchimento de fi- cha cadastral pela Internet. Leasing - Operao exclusiva para pessoa jurdica, que se constitui no arrendamento de um automvel/caminho pela Ford Credit, com a opo de compra no final do contrato. Entre as vantagens, destacamse: prestaes pr-fixadas; no incidncia de IOF; e pagamentos de longo prazo. Finame - Financiamento de longo prazo, que facilita a aquisio de caminhes novos. Os recursos so repassados pelo BNDES,diretamente para a Ford Credit, por meio da Finame. destinado a empresas ou transportadores autnomos. Entre as vantagens destacam-se juros subsidiados, com reajuste trimestral pela TJLP, iseno de IOF,prazos de pagamento entre 12 e 48 meses e carncia de 3 ou 6 meses. Seguro - Comercializado pela Willis Corretores de Seguros, proporciona um pacote diferenciado com cobertura total, alm de vantagens, como contratar o seguro pelo mesmo prazo do fi- nanciamento e incluir as parcelas mensais no valor das prestaes. Sucessos que marcaram poca Acelerar a 55 km por hora era luxo no incio do sculo XX. E quem permitiu isso foi modelo T, lanado pela Ford em 1908. O carro no foi apenas o ponto de partida da conquista do mundo pela empresa, mas tambm o veculo que revolucionou a indstria, por ser o primeiro fabricado em srie. Durante 19 anos, o total de unidades comercializadas foi 15 milhes. O preo foi uma das razes do sucesso: ele chegou a ser comercializado por US$ 269. Uma das caractersticas do modelo que o consumidor o encontrava apenas numa cor: preta. Alm do T, outros modelos da Ford deixaram saudades. Confira, a seguir, os principais deles. Galaxie - O veculo foi lanado em 1967 no Brasil e produzido at 1983. Foi o primeiro carro de luxo de grande porte e com a mais alta tecnologia existente na poca. Uma das inovaes dele foi a direo hidrulica. Alm disso, o conforto e o espao interno (acomoda at oito passageiros) eram inigualveis. Em 1971 surgiu o Landau, que, a partir de 1979, foi o nico tipo de Galaxie produzido. Sua fabricao foi encerrada em 1983, quando j haviam sido produzidos 77.850 Galaxie. Corcel - Foi o primeiro veculo mdio com trao dianteira fabricado no pas, apresentado aos brasileiros em 1968, no VI Salo do Automvel, um ano antes de seu lanamento oficial. O sucesso foi grande: j no seu primeiro ms de produo foram vendidas 4,5 mil unidades. O carro, em pouco tempo, ganhou duas novas verses: o cup e a Belina. Em 1977, o Corcel passou a ser mais reto e moderno e, trs anos depois, podia ser encontrado na verso a lcool. Para completar a linha do Corcel, um veculo que seguia seus traos mas apresentava carroceria foi introduzido no mercado: a Pampa. A camioneta ganhou trao 4x4 em 1984. Em 21 de julho de 1986, o ltimo Corcel foi produzido em So Bernardo do Campo. A Pampa continuou sendo produzida at 1996. Escort - O veculo nasceu em 17 de janeiro de 1968, quando foi apresentado ao pblico, na Inglaterra. J em sua segunda gerao, em 1981, foi eleito o "carro do ano" na Europa. Dois anos mais tarde, chegou ao Brasil, tornando-se o primeiro automvel de plataforma mundial da Ford a ser produzido no pas. Em 1992, o modelo passou por uma grande reformulao de design, alcanando a segunda gerao no Brasil e a quarta no mundo. Um ano mais tarde, foi criada a categoria de carro popular e a Ford lanou o Escort Hobby. A partir de 1996, a fabricao deixou de ser feita no pas, que recebia os carros da Argentina. Fiesta - Chegou ao mercado brasileiro em 1996, mas j roda por outras partes do mundo dede 1976. Hoje, com seu novo modelo, o carro-chefe das vendas da companhia no Brasil. Em 1996, quando completou duas dcadas no mercado, o modelo era lder de vendas na Europa, h quatro anos na Espanha, h 12 na Alemanha e h 19 na Inglaterra, tendo sido comercializadas pelo menos 8,5 milhes de unidades. O Fiesta comeou a ser fabricado no Brasil h cinco anos e s entre janeiro e abril deste ano, cerca de 24 mil unidades foram vendidas. Foco na questo ambiental A Ford mantm seu compromisso com o desenvolvimento sustentvel,por meio de aes de proteo e conservao da sade e do meio ambiente, baseadas em uma srie de princpios, expressos em uma Carta de Poltica, assinada em outubro de 1989. O primeiro deles diz respeito importncia dessa proteo nas decises dos negcios,ou seja,a empresa considera as conseqncias para a sade e o meio ambiente, assim como os requisitos regulatrios, partes de seu processo de planejamento. Dessa forma,produtos, servios, processo e fbricas so planejados e operados para incorporar objetivos e metas periodicamente revisados,de forma a minimizar os resduos,a poluio e qualquer impacto adverso na sade ou no meio ambiente. No Brasil, a responsabilidade assumida pela companhia est disseminada em suas fbricas: todas possuem a certificao ISO 14000.Mas a Ford vai alm do cumprimento das exigncias legais. Em todas as suas unidades no pas - Taubat, So Bernardo do Campo,Complexo Industrial Ford Nordeste e Campo de Provas de Tatu -, a empresa trata a gua utilizada no processo de pintura dos veculos, reciclando- a e reutilizando-a.A reciclagem de materiais tambm incentivada. Em Taubat, por exemplo, os resduos da usinagem de peas para a transmisso so reciclados por parceiros da Ford, o que evita a poluio. Alm disso, em todas as fbricas h reciclagem de papel e latas de alumnio e o uso consciente de gua e de energia. a unidade de Camaari, no entanto, o maior exemplo de como uma indstria pode ser ecologicamente correta.O Complexo Industrial Ford Nordeste foi projetado de acordo com os mais rigorosos conceitos de conservao ambiental.Todos os resduos e efluentes so tratados e reutilizados, em um sistema auto-sustentvel. O esgoto e a gua poluda produzida pela fbrica so encaminhados para estaes ecolgicas com plantaes de arroz e taboa.Essas plantas filtram os resduos, devolvendo a gua purifi- cada ao solo, que reutilizada pelo Complexo. A Ford realiza, ainda, a coleta seletiva de lixo, faz captao da gua da chuva em trs lagos e est reflorestando 7 milhes de metros quadrados, dentro e fora do Complexo, com espcies nativas da regio. Conservao A Ford mantm uma parceria com a Conservation Internacional - uma organizao no-governamental criada em 1987,nos Estados Unidos,representada em 30 pases -,para atuar nas diversas iniciativas mundiais de conservao ambiental.O principal objetivo da entidade buscar estratgias que promovam o desenvolvimento de alternativas econmicas sustentveis, compatveis com a proteo dos ecossistemas naturais, mas considerando as realidades e necessidades locais. A ONG existe no Brasil desde 1988 e, em 1990, transformou-se em entidade nacional autnoma, o Instituto Conservation Internacional do Brasil (CI do Brasil),reconhecido, em 1997,como de utilidade utilidade pblica federal.A parceria da Ford com a CI tem rendido frutos.Confira alguns deles. Fazenda Rio Negro - Situada no Pantanal e transformada em Reserva Particular do Patrimnio Natural, preserva inmeras espcies vegetais e animais e utilizada como centro de pesquisa. Ecoparque de Una - Reserva Particular do Patrimnio Natural, preserva uma rea de cerca de 400 hectares de Mata Atlntica e figura como exemplo de alternativa econmica sustentvel, em substituio s prticas destrutivas das florestas. Complexo Marinho de Abrolhos - Proteo maior rea de ocorrncia de recifes de coral do Atlntico Sul. Projeto Integrado de Educao e Recuperao da Mata Atlntica - Do leste de Minas Gerais ao Esprito Santo, busca conscientizar as pessoas sobre a importncia da biodiversidade e preservao dos recursos. Ato Xingu - Criao de alternativas econmicas para a conservao dos ecossistemas dessa regio da Amaznia, com foco em pesquisas. Premiao Outra iniciativa da Ford com a CI foi a criao, em 1996, do Prmio Ford Motor Company de Conservao Ambiental,destinado a encorajar projetos de proteo natureza e biodiversidade. O Prmio inclui as categorias: Conquista Individual ,Negcios em Conservao, Cincia e Formao de Recursos Humanos, Iniciativa do Ano em Conservao, e Ambiental. Uma famlia de empreendedores Trs geraes de homens de negcios: Henry Ford II, Henry Ford e Edsel Ford Cem anos aps sua fundao, a Ford tem no comando um CEO que leva a empresa no nome. William Clay Ford Jnior, desde 2001, quem decide sobre as estratgias da companhia para dar continuidade a sua histria de sucessos. Para ele, uma premissa fundamental: a de que Ford precisa ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Bisneto do fundador da empresa, Willian o primeiro membro do cl a assumir o comando da companhia em 20 anos. Traz consigo uma idia que j era adotada por Henry Ford II- que ficou frente dos negcios de 1945 a 1979, a mais longa gesto de uma empresa privada norte-americana: a de que o conceito de famlia vai muito alm do nome Ford e abrange funcionrios, fornecedores, consumidores e distribuidores. Ainda que a idia seja de ampliar a famlia e abrigar pelo menos os 350 mil funcionrios ligados a ela, foram os descendentes de Henry Ford quem melhor administraram a empresa, que comumente usada como exemplo de empreendimento familiar bem sucedido. Depois do fundador, Henry Ford, que ocupou a presidncia de 1906 a 1919, seu filho, Edsel, assumiu a companhia. Desde pequeno, ele esteve envolvido com os negcios do pai e, j com 12 anos, teve seu primeiro automvel, um modelo "N". Nascido em 6 de novembro de 1893, Edsel um dos integrantes da clebre foto do primeiro prottipo de veculo feito por Henry Ford, em 1896, um quadriciclo. Edsel ingressou na companhia em 1915, e assumiu a presidncia com apenas 26 anos. Conta-se que, em 20 anos frente da Ford, nunca concedeu uma entrevista coletiva. Preferia trabalhar nos bastidores e, sem aparecer, contribui em muito para o desenvolvimento da companhia, como, por exemplo, ao promover a aquisio da marca da Lincoln e a criao da Mercury. Ele tambm foi responsvel por inovaes tecnolgicas, como o freio hidrulico. Interessado por avies, incentivou a Ford a investir no setor. Em 1926, um avio Ford Trimotor, denominado Josephine, foi usado pelo almirante Richard Byrd para sobrevoar, pela primeira vez, em companhia do piloto Floyd Benett, o plo norte. Em 1927, Edsel foi responsvel por outra transformao significativa na vida da companhia: a introduo de novas cores para os automveis, j que, at ento, todos eram pretos. Durante a Segunda Guerra, a Ford teve de abdicar da produo de veculos e passou a fornecer material para o exrcito norte-americano: fabricou nada menos que 8,6 mil bombardeiros, 57 mil peas para avies, 280 mil jeeps, tanques e outros veculos de combate. Ele permaneceu no comando da Ford at 1943. Dois anos depois, seu filho, Henry Ford II, foi eleito presidente da companhia. O neto de Henry Ford mostrou interesse pelos negcios da famlia desde cedo. Assumiu a Ford com 28 anos e com uma viso estratgica inovadora: a de descentralizao do poder. Dizem que seu sucesso no comando no se deve apenas sua capacidade de liderana, mas tambm ao discernimento para contratar lderes. Henry Ford II foi responsvel pela ampliao e construo de novas plantas e investiu em centros de pesquisa e engenharia. Carismtico, foi chamado vrias vezes para coordenar discusses entre empresrios norte-americanos. O presidente Lyndon Johnson o convocou para coordenar a National Alliance of Businessmen, em 1968. Henry Ford II tambm sempre foi preocupado em contribuir com causas sociais e com o desenvolvimento do pas: em 1978 doou US$ 1 milho para o Martin Luther King for Social Change Institute. E foi o precursor d e uma srie de medidas que seriam seguidas em vrias partes do mundo, como a incluso de minorias - no caso, afro-americanos. Ele permaneceu frente da companhia at 1979 e manteve-se na empresa at 1987, quando faleceu. O atual presidente, William Clay Ford Jr., herdou muitos dos preceitos de Henry Ford II. Diz, sempre, que a empresa precisa ter cuidados com o meio ambiente e contribuir com a sociedade. Ele comeou a trabalhar na Ford em 1979. Em 1998 foi eleito chairman e em 2001, chegou ao cargo mximo. Henry Ford O homem que revolucionou a indstria nasceu no meio rural. Desde pequeno, no entanto, mostrava fascinao por mquinas. Conta-se que, quando completou 13 anos, conseguiu montar um relgio. Alis, era famoso entre os vizinhos por conseguir consertar os deles. Foi em 1896 que Henry Ford construiu o primeiro prottipo de um carro, um quadriciclo motorizado, que s pde sair da garagem depois que uma parede foi derrubada. Apenas sete anos depois, junto com outros 11 empreendedores, criou a companhia que leva seu nome at hoje e que tornou o carro um artigo para as massas, ao introduzir a produo em srie no cenrio internacional. Ford era um homem genial, mas tambm genioso. Foi sua insistncia, contrariando outros parceiros investidores, que fez com que a empresa passasse a fabricar um automvel acessvel s classes populares. Com o Ford T, lanado em 1908, conseguiu esse objetivo. Nove anos depois de fundada, a Ford, graas ao trabalho de Henry, j tinha nada menos do que 7 mil revendedores espalhados nos Estados Unidos. Ford deixou a presidncia da empresa em 1919, mas esteve presente nas tomadas de decises dela at se aposentar, em 1946. Morreu dois anos depois. VIVA O MERCADO! 1969 . O que marketing? A pergunta feita numa reportagem de EXAME sobre o termo em ingls, que assumia cada vez mais importncia nos dilogos corporativos: "Marketing o desempenho de atividades da empresa que se relacionam com o fluxo de bens e servios, do produtor para o consumidor ou usurio". A definio do Comit de Definies da American Marketing Association, dois anos aps a publicao do livro Administrao de Marketing, do americano Philip Kotler, at hoje uma espcie de bblia dos marqueteiros. 1970 . A prtica de nomear gerentes de produtos chega com as multinacionais. Diretor de produto ou gerente de marca, que cuida de determinado item no portflio de vendas de uma empresa, uma novidade. "Qualquer produto envolve uma srie de providncias e cuidados e, como um boneco num teatro de marionetes, animado por muitos departamentos dentro da empresa. Algum precisa centralizar as operaes para que nenhum cordel se perca", diz a EXAME Joaquim Caldeira, ento gerente de marketing da diviso de alimentos da Gessy Lever. . As campanhas publicitrias internacionais comeam a vingar. O slogan "Ponha um tigre no seu carro", da Esso, pegou em Hong Kong, Paris, Londres e Recife. "Dentro de alguns anos, a unificao do marketing para a empresa poder tornar-se a principal preocupao da diretoria." 1975 . A desacelerao do milagre econmico tem um impacto no modo pelo qual as empresas passam a lidar com os consumidores: "Inesperadamente, ficou mais difcil. Os estoques comearam a aumentar e os departamentos de marketing das empresas passaram a lidar com um consumidor at ento desconhecido: mais preocupado com seus gastos, e portanto mais cuidadoso com suas compras." . O marketing direto comea a se popularizar no pas. 1976 . Um artigo assinado por Joseph Morein, originalmente publicado pela Harvard Business Review, mostra a tendncia de trocar o marketing de marca pelo marketing de linhas de produtos. 1978 . A Volkswagen inicia uma campanha publicitria na qual faz referncia direta ao desempenho do Fiat 147, principal rival de seu modelo 1300. o incio da era da agressividade na propaganda brasileira, um reflexo do acirramento da concorrncia. . H 70 milhes de consumidores pertencentes s classes C e D no Brasil, esquecidos pelas grandes empresas. Eles sero o principal alvo das marcas talibs a partir dos anos 90. A GUERRA DECLARADA 1981 . O telemarketing, um apoio para a rea de vendas, comea a ser utilizado nas empresas instaladas no pas. 1986 . EXAME publica na ntegra o livro Marketing de Guerra, dos consultores americanos Al Ries e Jack Trout, publicado simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. Os termos "ofensiva" e "pblico-alvo", oriundos dos manuais militares e presentes na obra, marcariam o jargo das disputas polarizadas entre a Coca-Cola e a Pepsi, a Avis e a Hertz, a Nike e a Reebok nos anos seguintes. . Surge o marketing de incentivo, criado para motivar os funcionrios a fazer com que vendam mais, produzam mais, criem mais em troca de dinheiro, de prmios ou de viagens. 1988 . Inspirado na estratgia de marketing das empresas japonesas para entrar no mercado internacional, Philip Kotler desenvolve o conceito de megamarketing -- uma poltica de remoo das barreiras entrada de um produto no mercado. EXAME reproduz o texto de Kotler, publicado originalmente pela Harvard Business Review: "Aos conhecidos 4 Ps da estratgia de marketing (produto, preo, ponto-de-venda e promoo), os executivos precisam acrescentar mais dois: poder e relaes pblicas". . Uma enquete do Instituto Paulista de Pesquisas de Mercado traa o perfil tpico do diretor de marketing brasileiro: dirige Monza, Santana ou Escort e tem como livro de cabeceira a biografia de Lee Iacocca, o capito da Chrysler. 1989 . As redes de supermercados Po de Acar, Paes Mendona e Carrefour lanam produtos com marca prpria no Brasil, seguindo uma tendncia mundial. O motivo: aumentar a lucratividade das gndolas. Sem investimentos para promover a linha de produtos, as redes concorrem com as marcas tradicionais. O fato pe em xeque a importncia da construo de uma marca na indstria de bens de consumo. . As previses apontam que os anos 90 sero marcados pela queda do mercado de massa. O que valer, segundo Philip Kotler, o relacionamento com os clientes. . O americano Stan Rapp, pai do maximarketing e um dos consultores mais populares dos Estados Unidos, s v futuro para as empresas que procuram conhecer e cortejar os clientes um a um. Rapp defende a idia de que o consumo passar por uma desmassificao -- termo cunhado por Alvin Toffler no livro A Terceira Onda, de 1980. . As empresas no Brasil comeam a ganhar dinheiro ao focar em produtos que interessam aos jovens. UM A UM 1992 . As mulheres realizam 65% das compras no pas, mas muitas empresas ainda no perceberam o potencial de compra que elas representam. 1993 . A americana Faith Popcorn, chamada "a Nostradamus do marketing" pela revista Fortune, descreve vrios comportamentos que as pessoas teriam no futuro. Em seu livro O Relatrio Popcorn, ela diz que os homens vo cada vez mais se fechar em suas casas "enquanto o mundo l fora se torna mais duro e apavorante". . Empresas como o Carrefour investem no endomarketing, que consiste no uso de tcnicas de marketing para detectar as necessidades do pblico interno. 1995 . Acredita-se que uma empresa perca por ano, em mdia, 20% de seus clientes. Os adeptos do aftermarketing encontram uma soluo para o problema: "Com uma batelada de aes que vo de um mero pedido de desculpas a promoes especiais, empresas como 3M, Citibank, Vale Refeio e TAM esto conseguindo trazer de volta muitos de seus antigos fregueses". A hipercompetio traz a preocupao com o cliente lista de prioridades das corporaes. . As empresas comeam a desmantelar os "feudos do marketing", departamentos hermticos nos quais impera a doutrina do "eu decido tudo sozinho". O movimento, iniciado por empresas como Johnson & Johnson e 3M, tende a crescer dramaticamente daqui para a frente. Seria o fim das carreiras dos diretores de marketing? No. Mas os absolutistas, que amontoam sobre a mesa quilos de decises, vo ter de abrir mo de uma parcela de poder. 1996 . Os consultores americanos Don Peppers e Marta Rogers, autores do livro The One to One Future (Marketing Um a Um), lanado em 1993, ganham reconhecimento em todo o mundo ao difundir a idia de que o marketing de massa no seria mais eficiente. Seria preciso acumular informaes dos clientes e relacionar-se individualmente com cada um deles, como nos tempos dos velhos armazns de bairro. . As prateleiras das grandes redes de varejo so negociadas a peso de ouro. Trata-se de uma conseqncia da concentrao de mercado. O poder de estabelecer os preos se transfere das indstrias para os varejistas. . O aumento da competio faz com que o foco seja a palavra de ordem nas empresas. "As extenses de linha esto levando perda de foco tanto os fabricantes dos produtos quanto os lojistas que os vendem", afirma o consultor Al Ries. O primeiro peso pesado da indstria americana a descobrir que menos pode significar mais foi a Procter & Gamble. Dona de 300 marcas, entre as quais a pasta dental Crest e a fralda Pampers, a P&G reduziu o nmero de itens produzidos em cerca de um tero. Nos prximos anos, ser a vez da Gessy Lever: apenas 400 das atuais 1 600 marcas continuariam no portflio da empresa -- o resto ser extinto ou vendido. . A Parmalat uma das primeiras a investir para valer em marketing esportivo, com Pedro Paulo Diniz na Frmula 1 e o Palmeiras no futebol. . A propaganda se parece cada vez menos com propaganda: "Voc observou aquele laptop mesa do apresentador J Soares? No est l por acaso. um acordo selado entre a IBM e o apresentador. Reparou que James Bond trocou de carro? At a chegada de GoldenEye, ele pilotava um clssico Aston Martin. Trocou por um BMW. Pela primeira vez, um carro foi lanado simultaneamente com um filme. Bem-vindo era da propaganda disfarada, aquela que no parece mas ". 1997 . O consumo infantil um meganegcio que movimenta 50 bilhes de dlares a cada ano. . A Starbucks um dos maiores fenmenos de construo de marca do mundo: Howard Schultz, seu fundador, se tornou uma espcie de heri americano do marketing na dcada de 90 ao transformar uma rede de cafeterias em um lugar especial, onde as pessoas pagariam at 5 dlares por uma xcara de caf. 1998 . O consultor americano Ben Shapiro, especialista em marketing e vendas de Harvard, postula uma regra que valeria para as empresas num mercado hipercompetitivo: "Os concorrentes inteligentes no se esforam para derrotar seus adversrios. Evitam competir diretamente com eles e, em lugar disso, procuram maximizar seus lucros". 1999 . As grandes indstrias de bens de consumo focam exclusivamente em suas marcas globais: uma das movimentaes nesse sentido foi a venda da marca Phebo, pela Procter & Gamble, filial da americana Sara Lee. . O que importa crescer na zona de lucro, conceito criado pelo consultor americano Adrian Slywotzky. A conquista das mentes e dos bolsos dos consumidores a qualquer custo tornou-se, por dcadas, uma obsesso corporativa. Por trs dela prevalecia a crena de que controlar a fatia dominante do mercado seria suficiente para manter aberta a torneira dos lucros. 2000 . O CRM, sigla em ingls para gesto do relacionamento com os clientes, aparece como ferramenta tecnolgica para atingir o sonho das corporaes contemporneas: tratar cada cliente como se fosse nico. . A utilizao da internet como ferramenta para a publicidade levanta a polmica: at que ponto enviar e-mails um modo tico ou mesmo eficaz de divulgar os produtos de determinada empresa? O americano Seth Godin um dos principais estudiosos do tema e prega o uso do marketing de permisso: "No incio, o cliente um estranho. preciso fazer dele um amigo. A melhor maneira oferecer a ele algo de valor, como um jogo interativo. Voc diz algo sobre seus produtos, e o cliente, algo sobre ele mesmo". . Parte substancial dos investimentos antes destinados s campanhas na mdia est migrando para o ponto-de-venda. Comerciais de TV, spots de rdio, anncios de jornais e revistas passaram a dividir o bolo de marketing com atividades promocionais, campanhas cooperadas, compra de terminais de gndolas, "enxovais" de produtos para lojas novas e espao publicitrio nos super e hipermercados. . Pela primeira vez, a Coca-Cola, a marca mais valiosa do mundo, avaliada em 72,5 bilhes de dlares pela Interbrand, perde seu valor: "Por razes diferentes, as marcas dos bens tangveis de consumo enfrentam atualmente uma situao to ou mais complexa que a de empresas virtuais que hoje buscam desesperadamente um modelo lucrativo de negcios. Enfrentam, em primeiro lugar, incessante batalha por preos baixos. Com uma concentrao sem paralelo, as redes de supermercados que do as cartas nas negociaes, restando aos fabricantes enxugar custos para manter seus produtos nas prateleiras". . Pouco mais de dois anos aps ser lanada, a Sorriso responsvel por 36,7% do faturamento total do mercado de pastas de dente e ocupa a fatia de mercado da Kolynos, da Wyeth-Whitehall, que fora comprada numa operao mundial pela americana Colgate por 760 milhes de dlares. A marca Kolynos ficaria no limbo, por determinao do Cade, at o comeo de 2002. . Na velocidade da internet, as marcas nascem e morrem da noite para o dia. As novas empresas da web gastam milhes para se tornar conhecidas rapidamente. Em janeiro e fevereiro, segundo levantamento do Ibope, esses novatos aplicaram o correspondente a pouco mais de 65 milhes de dlares para promover seus logotipos e servios nas mdias tradicionais: TV, rdio, revistas, jornais e outdoors. O setor investiu, em apenas dois meses, pouco mais da metade de tudo o que gastou em publicidade em 1999. 2001 . Surge o conceito de marketing experimental, em que vender sensaes vale mais do que apenas as qualidades funcionais de um produto. O conceito, criado pelo alemo naturalizado americano Bernd Schmitt, professor da escola de negcios da Universidade de Colmbia. O executivo italiano Gian Luigi Longinotti-Buitoni, presidente da Ferrari nos Estados Unidos, preferiu cunhar o termo "sonharketing". O argumento de todos um s: oferecer bons servios e bons produtos fundamental, mas no suficiente para tornar um negcio bem-sucedido num mercado abarrotado de opes e marcas. . O marketing etnogrfico comea a conquistar adeptos no Brasil. O conceito -- emprestado da etnografia, ramo da antropologia que se dedica pesquisa de campo -- serve de inspirao para os marqueteiros aprimorarem suas tcnicas de investigao dos desejos dos clientes: "A cincia da pesquisa j mostrou quo dbias podem ser as declaraes verbais e quo errticas as interpretaes que delas decorrem". 2002 . Tem incio a era das marcas talibs -- aquelas pequenas guerrilheiras, focadas nas classes C e D, que crescem comendo pelas beiradas o mercado das grandes: "Com operaes enxutssimas, suas marcas chegam a custar nas prateleiras bem menos da metade do preo das tradicionais". v Sempre surpreendendo voc +,-C D E F y Lgh!!$$))//0i2r266>𹤔𹔤j(j*E5B* CJOJQJU\aJphf(jC5B* CJOJQJU\aJphf5B* CJOJQJ\aJphf(j5B* CJOJQJU\aJphf-jB* CJOJQJUaJmHnHphfu5B* OJQJ\^Jphf"jB* CJOJQJUaJphfB* CJOJQJaJphf0J),Fz = F MgditQ !"$~'))'+$a$$a$'+,I./ 0i2346[89;>ABiBBB=CCCCDTDDDD)EvE7$8$H$>>ABB L%LUUUWX^h{h|h| } }ŏǏɸԸɸɸɸ-jB* CJOJQJUaJmHnHphfu!B* CJOJPJQJ^JaJphfCJOJQJ^JaJ5B* OJQJ\^JphfB* CJOJQJaJphf5B* CJOJQJ\aJphfvEEEEFaFFFF9GGGGHbHlHmHHHCIIIIJhJJJKK[K7$8$H$[KKK L'L;NNyPgSUVWXLXXX.YxYY ZPZZZZ[f[[[D\7$8$H$D\\\"]o]]]]5^x^^_R___)`u`````-axaabWbbb%cqc7$8$H$qcccc%dHdIddd'e6e7e}eeee4fnfofffffGgggh]h^h7$8$H$^h|hhiZiiizzz{_{{{;|g|h||||7$8$H$| } }}[}}}3~y~~b>Ѐ+,s ABG7$8$H$G܂&sFF>\]rsx†7$8$H$1|ȇ]hii.rMߋ;7$8$H$Ɍctu \7Z[ƏǏ̏QRW47$8$H$4ّ$%*wĒ V1wS'p"#7$8$H$#oCИhB{| P3~ŜԜ՜ڜ&017$8$H$1{ŝZ[`4?}~ɠ P67$8$H$K,vI٥%<=Цf>ۨ'o7$8$H$IժjC׬ g<=ˮ[ԯկگ#7$8$H$#o 7$8$H$,1h/ =!"#$% FbsnBXyz,gFJFIFHHC  !!  %'('% 004400@@@@@@@@@@@@@@@C((1% %1,/(((/,661166@@?@@@@@@@@@@@@,"G !1"A2QaqBR#3rbCS$4scdA1q ?ߡ@!@!@!@!@!@!@!@!@!@!@!@!@!@!@! @A/w(:B.kE3mۯHl,swE9ګ7k~YIápR-ٚ~E+1fms;s@odX& nk8hU&T)w&{jM AsnvR'!45oܜ/CM¢C xn%ukBI3GFBBBjZCc2T2-Kj=^`#yDa˄cv @AJ==-LT8cZdytupbx']ޏpqpe~w\E'E:.Ѕ+;cgmyw݊787շZ8-ԁ\p'0Iuµ#l H0)[jiebf0KlA#A/\x Qɕѿ909Ig?6Q-c+l.3hTHgR%; g$Z4!!c bfȋUC]rG%nv?tҙIBQ7k S -80wntڲyCUM )q8X|ǵ]Gv$=B>/ne;*i]v=8.ޛNe('⨨ C\YEOK57fJ慡BBj7vaTi}U& 8dwAދb;Ï@wc-ͽ {B13Q8Kf M_kaa"vݻz-ee-3p;'\Zر)7f֞]jkZ: mbUUk#Dd#`k!l9ilO8 dqz]U{)'v̤᧋%]]xTJwOpV <]8f]3͹' ֽ5Ӛ7es >եY؂G)wťgM )zgsԵ=jX⿂W@ Gϕ:t2PFaȏj0.{Z-"9X, ?%0v8x]I :>rae;~9?6OB$|B.$~a u@'.&4CStx3'0ۈ;%=,dv\,+G#/4ZX_*PgVgG諦gWɲtUcifBZ*5ujً!u8(auK &ίS?s[ȇ YPq*m/?p⠧ Rjr}Ury6_z !pu螥;NT ^q(ĸ%m\< 軒Tyjੰ%e&hJpйϋÁy[04<_ 붫ks]ekrqc`Mk2\.[ ڮ -,S=NcJvw+ث^r} tR A,ݑ}a{eczfʲB#P6J%Llyj>~4 9iBFipb/IԕfakCaA.Ɲ]d\ 9fK$6=Md͒ )8Ľ;<_gklJ- f1w. o Zc}A{$.knkl@[*8"t/1;xORZӀ5ϸ/A3{$anB)bh1_X5/U@{\ "0K.PLEeuaA8\u\6<=oj]bnV\koK˚r[2IZXkŝԘy60=!dFlSꦢb$:e?D򙫤vNMʰdIxs<8=~+pI0]?)E&zмgEE)r /]YTmcsrvW m*o-vmﺁFƔS~wKqgf S|mfՓq ̸`"^Aӑ9ANs12zۭqD1d|t4]=1q@ڊ ,P5)ŭdo=cOJ.ie~3˳Vs񃝻B+qq#,'CZ\/r+ n)qv\l/Ըa-Jl~\)w~х-"༓gQI{cHvEB҇ O-o؜Gx_9w.U) 06y*!q mY|"Gipl H=.1~cV歪i 9{Y3f?KDq4E+8nre ͸rnoH[98s٢m,aKNCɨm7Bu?ە c<Ĵ֞*?Y-D7^'<4p9]24nc~J*[>H@跸|("{6ARz_n,EfEĶ_D⾧ \k51ɗE ו؀z!rN^.#8cU_i0>A2iZ!g}U+3p2~ 7mz1u Fk ~(b`[C-u4.;oncd723|/ea|{4TD٩#g8a ,S~;22:"!#2|ϩqː;P;Ak9/bx m1lsvAs5릶=lv\T(-V2d.{%/b œ:FȋN6᥼žkD0 %QIK$̎|+FA=Zu\nAIvAKLS2ěۯ9o|^!JcŲ z#!x΃{ *5P۹wT<{gAytmm$Cb'8$W5}A~Ӣ%a-zGy}ASg~˟TY=F  4ܴɥyGg%ip3o>Q ݔNuX?Tyt>IzB03o>Ev+-55;zpX7d`gt}mt^ 'd`gt}G /,?j!֏=VQ J`qG&Zd=F gmGrA32X_ۉ7Q#=Fc5[EHA٠F0DC8 JFIFHHC  !!  %'('% 004400@@@@@@@@@@@@@@@C((1% %1,/(((/,661166@@?@@@@@@@@@@@@"<!1A"Qa2q#B$3RrSb45c!1A!Qq ?PhJ7B(A(P[O(D.9i,%n}jPVI BbʥKarUe_Fs9:ɏU)l8rob]^;B 5V146>naLIdnSl+DIqӘ#[`8ije*jU6BBRBBB (!J=۪55=VaI0h:}StG0x7M.7KT~`p1UjGIFabDMJ"M*]z>s8y@׸) e@A fm67hJ ٰ1e@IRi &a3A?H&:^^k%2쯴qI+Ƈ+gÆ \p#DoB ѫfVaB!!BB B>@+C MҢu7]44WaLиw)ЦO+o7snEgm}nevnXe6,(쫨ע : TѾ=Izʥ?5Bu贃X\K <4۸[,H>0+=?$wZhݮ:1BV!U P EnhAm6cU-۩ALk LSFkKÙ:cԫ"d {v{B20j)41֘$jɦ ߪ09ni\#]ѕs UJCt\]LMķ^q,릋fFXiXU|{ zTEG.R5!BӢPJBBS(RUU '|-J$m[TpacPey tNRnb\Z{**a<:yUb7Obs# soZg)vD]Noagr:-JiQlIMʏ tbS4QGu`lv.YcEstU|wrt,Cd,<^ {aƌ7G:ƕ=#lbEwmbM P!*BR$-0۸o`}ס7j7ةYσS%VmV$ 8gI;A x_#QȮ-h9tZ Pg Rug(+qCy ō? 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