ࡱ> 9 xbjbj.nxl {$1 Qb  z5zzzzzz @JK0{X"zQUEM MEXEU NA MINHA MULHER? 1 Spencer Johnson2 A Histria H muito tempo, quando as coisas eram diferentes, haviam quatro pequenos personagens que corriam atravs de um puteiro do Rio de Janeiro procura de uma mulher para aliment-los e faz-los felizes. Dois eram cariocas, chamados Sniff e Scurry, e dois paulistas - seres to "malandros" quanto os cariocas, que se pareciam muito com as pessoas de hoje, e agiam como elas. Seus nomes eram Hem e Haw. Devido sua vida oculta, era fcil no notar o que os quatro faziam. Mas se se olhasse bem de perto, descobrir-se-iam as coisas mais surpreendentes ! Todos os dias os cariocas e os paulistas procuravam na Vila Mimosa sua prpria mulher especial. Sniff e Scurry, possuindo apenas crebros simples de comedores, mas instintos aguados, procuravam pela mulher difcil de comer de que gostavam, como os cariocas costumam fazer. Os dois pequenos paulistas, Hem e Haw, usavam seus crebros, cheios de muitas frescuras, para procurar um tipo muito diferente de Mulher - com M maisculo - que achavam que os tornaria felizes e bem-sucedidos. Embora os cariocas e paulistas fossem diferentes, tinham algo em comum: Todas as manhs vestiam roupas de comer e tnis, saam de suas pequenas casas e corriam para a Vila Mimosa procura de suas mulheres favoritas. A Vila Mimosa era um emaranhado de corredores e divises, algumas contendo mulheres deliciosas. Mas tambm havia cantos escuros e becos sem sada. Era um lugar fcil para se perder. Contudo, para aqueles que encontravam seu caminho, a Vila Mimosa tinha segredos que lhes permitia ter uma vida melhor. Os cariocas, Sniff e Scurry, usavam o simples mtodo de tentativa-e-erro de encontrar mulheres. Eles corriam por um corredor e se o encontrassem vazio, viravam-se e corriam por outro. Eles lembravam dos corredores que no tinham mulher e rapidamente iam para novas reas. Sniff farejava a direo da mulher, usando seu grande nariz, e Scurry corria na frente. Como se poderia esperar, eles se perdiam, seguiam pelo corredor errado e freqentemente se chocavam nas paredes. Mas logo achavam seu caminho. Assim como os cariocas, os dois paulistas, Hem e Haw, tambm utilizavam sua habilidade de pensar e aprender com suas experincias passadas. Entretanto, eles contavam com seus complicados crebros para desenvolver mais mtodos sofisticados de encontrar mulher. Algumas vezes iam bem, mas em outras suas poderosas frescuras e emoes humanas assumiam o comando e modificavam a maneira como eles viam as coisas. Isso tornou a vida na Vila Mimosa mais difcil e desafiadora. Contudo, todos, Sniff, Scurry, Hem e Haw, descobriram, com seus prprios meios, o que eles estavam procurando. Um dia, cada um encontrou o seu tipo de mulher no final de um dos corredores no Ponto C de mulher. Depois disso, todas as manhs os cariocas e os paulistas vestiam suas roupas de comer e seus tnis e se dirigiam ao Ponto C. No demorou muito para uma rotina ser estabelecida. Sniff e Scurry continuaram a acordar cedo todos os dias e correr pela Vila Mimosa, seguindo sempre o mesmo caminho. Quando chegavam ao seu destino, os cariocas tiravam os tnis, amarravam o cadaro de um dos ps no do outro e os penduravam nos pescoos - para ser possvel cal-los rapidamente sempre que necessrio. Ento comiam as mulheres. No comeo, toda manh Hem e Haw tambm corriam na direo do Ponto C de mulher para aproveitar os novos saborosos glteos que esperavam por eles. Uma rotina diferente foi estabelecida pelos paulistas. Hem e Haw acordavam todos os dias um pouco mais tarde, vestiam-se sem muita pressa e caminhavam at o Ponto C. Afinal de contas, agora sabiam onde as mulheres estavam e como chegar l. Eles no tinham idia de onde as mulheres vinham ou quem as colocavam l. Simplesmente presumiam que estaria naquele lugar. Todas as manhs, logo que chegavam ao Ponto C, eles se instalavam ali sem a menor cerimnia. Penduravam as roupas de comer, tiravam os tnis e colocavam seus chinelos. Eles ficaram muito tranqilos agora que haviam encontrado as mulheres. - Isso timo - dizia Hem. - H mulher suficiente aqui para nos alimentar para sempre. - Os paulistas sentiam-se felizes e bem-sucedidos, e achavam que agora estavam seguros. Logo Hem e Haw passaram a considerar as mulheres que encontravam no Ponto C suas mulheres. O estoque era to grande, que eles acabaram se mudando para mais perto do Ponto C, e criaram uma vida social ao seu redor. Para se sentir mais em casa, decoraram as paredes com frases e at mesmo as contornaram com desenhos de mulher, que os faziam sorrir. Uma das frases dizia: Ter Mulher o Faz Feliz. s vezes Hem e Haw levavam seus amigos para ver suas mulheres no Ponto C e apontavam para elas com orgulho, observando: - So mulheres muito boas, no so? - s vezes as ofereciam a eles, e s vezes no. - Ns merecemos estas mulheres - disse Hem. -Tivemos de nos esforar muito para encontr-las. -Ele pegou numa parte da mulher fresca e a comeu. Ento caiu no sono, como costumava fazer. Todas as noites os paulistas andavam bamboleando para casa, cheios de mulheres, e todas as manhs voltavam confiantemente para pegar mais. Isso aconteceu durante algum tempo. Pouco a pouco a confiana de Hem e Haw se transformou em arrogncia. Logo eles passaram a se sentir to tranqilos que nem mesmo perceberam o que estava acontecendo. Enquanto o tempo passava, Sniff e Scurry mantinham a sua rotina. Chegavam cedo todas as manhs, cheiravam as mulheres, beijavam-nas e corriam pelo Ponto C, inspecionando a rea para saber se tinham havido mudanas desde o dia anterior. Ento se deitavam para comer a mulher. Uma manh eles chegaram ao Ponto C e descobriram que as mulheres haviam desaparecido. Sniff e Scurry no ficaram surpresos. Desde que perceberam que o estoque estava diminuindo a cada dia, prepararam-se para o inevitvel e sabiam instintivamente o que fazer. Eles olharam um para o outro, pegaram os tnis que tinham pendurado nos pescoos e os calaram e amarraram. Os cariocas no analisavam demais as coisas. Para eles, o problema e a soluo eram simples. A situao no Ponto C havia mudado. Por isso, Sniff e Scurry decidiram mudar. Ambos olharam para a Vila Mimosa. Ento Sniff ergueu o nariz, farejou e fez um sinal afirmativo com a cabea para Scurry, que comeou a correr pela Vila Mimosa, enquanto Sniff o seguia apressadamente. Eles partiram logo procura de novas mulheres. Mais tarde, Hem e Haw chegaram ao Ponto C. Eles no haviam prestado ateno s pequenas mudanas que ocorriam diariamente, por isso tinham como certo que suas mulheres estariam l. No estavam preparados para o que descobriram. - O qu? No h mulher? - gritou Hem. Ele continuou a gritar: - No h mulher? No h mulher? -como se gritando muito algum fosse coloc-las novamente no Ponto C. - Quem mexeu na minha mulher? - berrou. Finalmente, Hem ps as mos nos quadris, seu rosto foi ficando vermelho, e gritou o mais alto que pde: - Isso no justo! Haw apenas balanou a cabea, incrdulo. Ele tambm havia achado que encontraria mulheres no Ponto C. Durante muito tempo, ficou paralisado com o choque. Simplesmente no estava preparado para o que ocorrera. Hem estava gritando algo, mas Haw no queria ouvi-lo. No queria enfrentar a situao, por isso apenas "saiu do ar". Embora o comportamento dos paulistas no fosse muito correto ou produtivo, era compreensvel. Encontrar mulher no era fcil, e aquilo significava muito mais para os paulistas do que apenas ter o suficiente para comer todos os dias. Encontrar mulher era o seu modo de obter o que achavam que os tornariam felizes. Tinham suas prprias idias do que as mulheres significavam para eles, dependendo de seu sabor. Para alguns, encontrar mulher era ter coisas materiais. Para outros era ter boa sade, ou uma sensao de bem-estar espiritual. Para Haw, encontrar mulher significava apenas sentir-se seguro, ter um dia uma famlia amorosa e viver em um chal confortvel na rua Morena. Para Hem, significava alcanar o sucesso, ser responsvel por outras pessoas e ter uma grande casa no topo da Colina Loirinha. Como a mulher era importante para os dois paulistas, eles passaram muito tempo tentando decidir o que fazer, Tudo em que podiam pensar era em continuar olhando para o Ponto C vazio para ver se as mulheres realmente no estavam mais l. Enquanto Sniff e Scurry seguiam rapidamente em frente, Hem e Haw continuavam indecisos. Eles reclamavam da injustia daquilo tudo. Haw comeou a ficar deprimido. O que aconteceria se as mulheres no estivessem no Ponto C no dia seguinte? Ele fizera planos para o futuro baseado naquelas mulheres. Os paulistas no conseguiam acreditar naquilo. Como podia ter acontecido? Ningum os prevenira. No estava certo. No era assim que as coisas deviam ser. Naquela noite, Hem e Haw foram para casa famintos e desencorajados. Mas antes de partir, Haw escreveu na parede: Quanto mais importante suas mulheres so para voc menos voc deseja abrir mo delas No dia seguinte Hem e Haw saram de suas casas e voltaram ao Ponto C, onde ainda esperavam encontrar as suas mulheres. A situao no mudara; as mulheres desapareceram. Os paulistas no sabiam o que fazer. Hem e Haw apenas ficaram em p no Ponto C, imveis como duas esttuas. Haw fechou os olhos o mximo que pde e colocou as mos sobre as orelhas. S desejava tirar aquilo tudo da mente. No queria admitir que o estoque havia pouco a pouco diminudo. Acreditava que tinha sido subitamente tirado do lugar. Hem analisou muitas vezes a situao e finalmente seu crebro complicado com seu enorme sistema de frescuras assumiu o comando. - Por que fizeram isso comigo? - perguntou. -O que est realmente acontecendo aqui? Finalmente, Haw abriu os olhos, olhou ao redor e disse: - Onde esto Sniff e Scurry? Voc acha que eles sabem algo que ns no sabemos? Hem zombou dele: - O que poderiam saber? - So apenas cariocas. S reagem ao que acontece. Ns somos paulistas. Somos mais espertos que cariocas. Deveramos ser capazes de entender esse fato. - Eu sei que somos espertos - disse Haw -, mas ns no parecemos estar agindo assim no momento. As coisas esto mudando por aqui, Hem. Talvez ns precisemos mudar e agir de outro jeito. - Por que deveramos mudar? Somos paulistas. Somos especiais. Isso no deveria ter acontecido conosco. Ou se acontecesse, pelo menos deveramos obter alguns benefcios. - Por qu? - perguntou Haw. - Porque temos direito - respondeu Hem. - Direito a qu? - quis saber Haw. - s nossas mulheres. - Por qu? - perguntou Haw. - Porque no causamos este problema - disse Hem. - Algum o causou, e deveramos tirar algum proveito disso. - Talvez devssemos parar de analisar tanto a situao a ir procurar novas mulheres - sugeriu Haw. - Ah, no - argumentou Hem. - Vou tirar isso a limpo. Enquanto Hem e Haw ainda tentavam decidir o que fazer, Sniff e Scurry j estavam longe. Vasculhavam os corredores da Vila Mimosa, procurando mulher em todos os Pontos de mulher que encontravam. Eles no pensavam em nada alm de encontrar novas mulheres. Durante algum tempo no encontraram nenhuma, at que finalmente entraram em uma rea da Vila Mimosa onde nunca haviam estado: o Ponto G de Mulher. Eles chiaram de alegria. Descobriram o que estavam procurando: um grande estoque de novas mulheres. Os cariocas mal podiam acreditar em seus olhos. Aquele era o maior estoque de mulher que tinham visto. Nesse meio tempo, Hem e Haw ainda estavam no Ponto C, analisando a situao. Agora sofriam os efeitos da falta da mulher. Estavam ficando frustrados e irritados, culpando um ao outro pelo que acontecera. De vez em quando Haw pensava em seus companheiros, Sniff e Scurry, e se perguntava se eles haviam encontrado alguma mulher. Ele achava que os cariocas poderiam estar passando por momentos difceis, porque correr pela Vila Mimosa geralmente causava alguns aborrecimentos. Mas tambm sabia que isso durava pouco tempo. s vezes Haw imaginava Sniff e Scurry encontrando novas mulheres e saboreando-as. Pensava em como seria bom aventurar-se na Vila Mimosa e encontrar uma nova mulher fresca. Quase podia sentir seu sabor. Quanto mais claramente Haw via a sua imagem encontrando e saboreando as novas mulheres, mais se via saindo do Ponto C. - Vamos! - exclamou de repente. - No - respondeu rapidamente Hem. - Eu gosto daqui. confortvel e familiar. Alm disso, perigoso l fora. - No, no - argumentou Haw. - J corremos por muitas partes da Vila Mimosa outras vezes, e podemos correr novamente. - Estou ficando velho demais para isso - disse Hem. - E no quero me perder e fazer papel de bobo. Voc quer? Ao ouvi-lo, Haw sentiu novamente medo de fracassar e perdeu as esperanas de encontrar as novas mulheres. Ento todos os dias os paulistas continuavam na sua rotina. Iam para o Ponto C, no encontravam as mulheres e voltavam para casa, levando suas preocupaes e frustraes com eles. Hem e Haw tentaram negar o que estava acontecendo, mas a cada dia tinham mais dificuldade para dormir e menos energia, e se irritavam mais facilmente. Suas casas no eram os lugares acolhedores que um dia haviam sido. Os paulistas tiveram dificuldades ao dormir e andaram tendo pesadelos sobre no encontrar nenhuma mulher. Mas eles ainda voltavam ao Ponto C e esperavam l todos os dias. - Sabe, se a gente apenas se esforasse mais, descobriramos que nada mudou muito realmente. As mulheres provavelmente esto por perto. Talvez eles somente a esconderam atrs da parede - disse Hem. No dia seguinte, Hem e Haw voltaram com ferramentas. Hem segurava o cinzel enquanto Haw batia com o martelo at que fizeram um buraco na parede do Ponto C de Mulher. Eles examinaram dentro mas no acharam nenhuma mulher. Eles ficaram desapontados mas acreditavam que poderiam solucionar o problema. Ento eles chegavam mais cedo, permaneciam l mais tempo e trabalhavam com afinco. Mas, pouco depois, tudo o que eles tinham era um grande buraco na parede. Haw estava comeando a perceber a diferena entre atividade e produtividade. - Talvez; ns deveramos apenas nos sentar e ver o que acontece - dizia Hem. - Cedo ou tarde, vo colocar as mulheres aqui de volta. Haw queria acreditar nisso. Ento os paulistas simplesmente iam para casa e voltavam para o Ponto C. Eles chegavam mais cedo e saam mais tarde, mas era sempre igual. As mulheres nunca reapareciam. - Voc no entende - disse Haw. - Eu tambm no queria aceitar esse fato, mas agora percebo que as velhas mulheres nunca reaparecero. Essas foram as mulheres de ontem. hora de procurar as novas mulheres. - Mas e se no houver mulheres l fora? - argumentou Hem. - Ou, e se houver, e voc no encontr-las? - Eu no sei - disse Haw. Ele se fizera aquelas mesmas perguntas muitas vezes e comeava a sentir novamente o medo que o paralisava. - Onde mais provvel que eu encontre mulher. aqui ou na Vila Mimosa? - perguntou a si mesmo. Ele construiu uma imagem na sua mente. Ele viu a si mesmo se aventurando pela Vila Mimosa com um sorriso no rosto. Enquanto essa imagem o surpreendia, ficou se sentindo bem. Via ele se perdendo de vez em quando na Vila Mimosa, mas sentia confiana de que iria finalmente encontrar as novas mulheres por l e todas as coisas boas que viriam com isso. Ele reuniu suas foras. A essa altura, eles estavam enfraquecidos devido fome e ao estresse, e Haw estava ficando cansado de apenas esperar que as coisas melhorassem. Sabia que quanto mais tempo ficassem sem mulher, pior seria. Haw sabia que eles estavam perdendo o controle da situao. Finalmente, um dia, Haw comeou a rir de si mesmo. - Haw, olhe para voc. Faz sempre as mesmas coisas e se pergunta por que elas no melhoram. Se isso no fosse to ridculo, seria ainda mais engraado. Haw no gostava da idia de ter de correr de nova pela Vila Mimosa, porque sabia que ficaria perdido e no tinha a mnima idia de onde iria encontrar alguma mulher. Mas teve de rir de sua insensatez quando percebeu o que o medo estava fazendo com ele. - Onde ns colocamos nossas roupas de comer? - perguntou-lhe Haw. Eles demoraram muito tempo para encontr-las, porque as tinham colocado de lado quando encontraram suas mulheres no Ponto C, achando que no precisariam mais delas. Quando Hem viu o amigo se vestindo, disse: - Voc no vai para a Vila Mimosa de novo, no ? Por que simplesmente no espera que coloquem a mulher ali de volta? Em seguida, ele usou essa imaginao para construir a imagem mais coerente que poderia, com os detalhes mais realistas, dele encontrando e aproveitando as saborosas novas mulheres. Ele se imaginou comendo mulher Sua com seus buracos, o rosa vivo das mulheres Europias e Americanas, belas italianas e a maravilhosamente macia mulher francesa, e... A ele escutou Hem dizer alguma coisa e percebeu que eles ainda estavam no Ponto C de mulher. - s vezes - disse Haw - as coisas mudam e nunca mais so as mesmas. Essa parece ser uma dessas ocasies, Hem. a vida! A vida segue em frente, e ns tambm deveramos fazer o mesmo. Haw olhou para o emaciado companheiro e tentou cham-lo razo, mas o medo de Hem se transformara em raiva, e ele no quis ouvi-lo. Haw no desejava ser rude com o amigo, mas teve de rir do quanto os dois pareciam tolos. Ao se preparar para partir, Haw comeou a se sentir mais vivo, sabendo que finalmente era capaz de rir de si mesmo, libertar-se e seguir em frente. - hora de Vila Mimosa! - anunciou ele. Hem no riu e tampouco respondeu. Haw apanhou uma pedra pequena e pontiaguda e escreveu um pensamento na parede que poderia induzir Hem reflexo. Como de costume, at mesmo fez o desenho de uma mulher ao seu redor, esperando que aquilo ajudasse Hem a sorrir, animar-se e ir procurar as novas mulheres. Mas o companheiro no quis v-lo. Ele escreveu: Se Voc No Mudar, Morrer. Ento Haw esticou o pescoo e olhou atenta e ansiosamente para a Vila Mimosa, pensando em como havia ficado naquela situao de no ter mulher. Ele achara que poderia no haver mulher alguma na Vila Mimosa, ou que talvez no as encontrasse. Essas crenas assustadoras o estavam paralisando e matando. Haw sorriu. Sabia que Hem estava se perguntando: "Quem mexeu na minha Mulher?", mas Haw se perguntava: "Por que eu no me mexi e fui procurar a mulher mais cedo?" Quando comeou a entrar na Vila Mimosa, Haw olhou para o local de onde viera e se deu conta do seu conforto. Podia se sentir sendo arrastado de volta para o territrio familiar - embora no encontrasse mulher l havia algum tempo. Haw ficou mais ansioso e teve dvidas a respeito de se realmente queria entrar na Vila Mimosa. Ele escreveu uma frase na parede sua frente e ficou olhando-a durante alguns minutos: O que Voc Faria se No Tivesse Medo? Ele refletiu sobre o que havia escrito. Ele sabia que s vezes algum medo pode ser bom. Quando voc teme que as coisas esto piorando, se no toma uma atitude, isso pode instig-lo a agir. Mas no bom quando voc fica to assustado a ponto de impedi-lo de fazer algo. Olhou para a direita, para a parte da Vila Mimosa em que nunca estivera, e sentiu medo. Ento respirou profundamente, virou para a direita e caminhou bem devagar para o desconhecido. Ao tentar encontrar o caminho, Haw a princpio se preocupou com a possibilidade de ter esperado demais no Ponto C. Ficara sem mulher havia tanto tempo que agora se sentia fraco. Caminhava mais lento e era-lhe mais penoso do que de costume percorrer a Vila Mimosa. Ele decidiu que, se tivesse novamente a chance, adaptar-se-ia mais cedo mudana. Aquilo tornaria as coisas mais fceis. Ento Haw esboou um sorriso ao pensar: "Antes tarde do que nunca." Durante os dias seguintes, Haw encontrou umas poucas mulheres aqui e ali, mas nada que durasse muito. Esperava encontrar mulheres suficientes para levar at Hem e encoraj-lo a sair para a Vila Mimosa. Mas Haw ainda no se sentia bastante confiante. Tinha de admitir que a Vila Mimosa o confundia. As coisas pareciam ter mudado desde a ltima vez em que estivera ali. Quando ele achava que estava seguindo em frente, perdia-se nos corredores. Parecia que dava dois passos para frente e um para trs. Aquilo era um desafio, mas teve de admitir que estar de volta na Vila Mimosa, procurando pelas mulheres, no era to ruim quanto imaginara. Com o correr do tempo, comeou a ter dvidas a respeito de se estava sendo realista ao esperar encontrar novas mulheres. Perguntou-se se havia agarrado mais do que poderia comer. Ento riu, percebendo que no tinha quem comer naquele momento. Sempre que comeava a ficar desencorajado, lembrava-se de que o que estava fazendo, independente do quanto fosse desagradvel no momento, na verdade era muito melhor do que ficar sem mulher. Estava assumindo o controle, em vez de simplesmente deixar que as coisas lhe acontecessem. Ento Haw se lembrou de que se Sniff e Scurry podiam seguir em frente, ele tambm era capaz! Mais tarde, ao pensar sobre o que tinha acontecido, ele percebeu que as mulheres do Ponto C no tinham desaparecido da noite para o dia, como uma vez imaginara. Sua quantidade tinha diminudo pouco a pouco, e o que sobrara ficara velha. No tinha mais um gosto bom. As velhas mulheres poderiam at mesmo ter comeado a mofar, embora ele no o tivesse notado. Contudo, tinha de admitir que, se quisesse, provavelmente teria percebido o que iria acontecer. Mas ele no quis. Haw agora se dava conta de que a mudana provavelmente no o teria apanhado de surpresa se ele tivesse observado o tempo todo o que estava acontecendo, e a antecipado. Talvez tivesse sido isso que Sniff e Scurry haviam feito. Ele decidiu que ficaria mais alerta de agora em diante. Ele esperaria a mudana acontecer e atentava para isso. Ele acreditaria em seus instintos bsicos para sentir quando a mudana estava prestes a ocorrer e ficar preparado para se adaptar a isso. Ele parou para descansar e escreveu na parede da Vila Mimosa: Cheire as Mulheres com Freqncia Para Saber Quando Esto Ficando Velhas. Algum tempo depois, sem ter encontrado mulher durante o que pareceu uma eternidade, Haw finalmente viu um enorme Ponto de Mulher que parecia promissor. Contudo, quando entrou, ficou muito desapontado ao descobrir que estava vazio. "Tenho tido essa sensao de vazio com muita freqncia", pensou. Teve vontade de desistir. Haw sentiu que sua fora fsica diminua. Sabia que estava perdido e tinha medo de no sobreviver. Pensou em dar meia-volta e se dirigir ao Ponto C. Uma vez que Hem estava l, se conseguisse voltar, pelo menos no ficaria sozinho. Ento ele se fez novamente a mesma pergunta: "O que voc faria se no tivesse medo?" Ele tinha medo mais freqentemente do que gostaria de admitir, at para si mesmo. Nem sempre sabia do que, mas, enfraquecido como estava, agora sabia que tinha medo de seguir sozinho. Haw no tinha conscincia disso, mas estava ficando para trs porque carregava o peso de suas crenas assustadoras. Haw desejou saber se Hem havia se mexido, ou se ainda estava paralisado por seus medos. Ento se lembrou das vezes em que se sentira melhor na Vila Mimosa - quando estava seguindo em frente. Escreveu uma frase na parede, sabendo que era tanto um lembrete para si mesmo, como uma orientao que esperava que seu companheiro seguisse: O Movimento em uma Nova Direo Ajuda-o a Encontrar as novas mulheres. Haw olhou para o corredor escuro e teve conscincia do seu medo. O que havia sua frente? O corredor estava vazio? Ou pior, havia ali perigos ocultos? Ele comeou a imaginar. todos os tipos de coisas assustadoras que poderiam acontecer-lhe. Estava apavorado. Ento riu de si mesmo. Percebeu que seus temores estavam tornando as coisas piores. Ento fez o que faria se no tivesse medo. Seguiu em uma nova direo. Ao comear a correr pelo corredor escuro, Haw sorriu. Ainda no se dera conta disso, mas estava descobrindo o que alimentava a sua alma. Estava se libertando e acreditando que havia algo de bom sua frente, embora no soubesse exatamente o que era. Para surpresa sua, comeou a gostar cada vez mais do que estava fazendo. "Por que eu me sinto to bem?", perguntou-se. "No tenho nenhuma mulher e no sei para onde estou indo." No demorou muito para saber o motivo pelo qual se sentia bem. Parou para escrever novamente na parede: Quando Voc Vence o seu Medo, Sente-se Livre. Haw percebeu que ele vinha sendo mantido prisioneiro pelo seu prprio medo. Mover para uma nova direo o libertou. Ele sentiu a brisa fresca que soprava naquela parte da Vila Mimosa. Respirou profundamente vrias vezes e se sentiu revigorado. Depois que venceu o seu medo, aquilo se revelou mais agradvel do que achara que poderia ser. No se sentia assim havia muito tempo. Quase se esquecera do quanto era divertido procurar mulher. Para tomar as coisas ainda melhores, Haw comeou a pintar um quadro em sua mente. Ele se viu em grandes detalhes, sentado no meio de um arm de todas as suas mulheres favoritas - de loiras a ruivas! Viu-se comendo as muitas mulheres de que gostava, e gostou do que viu. Ento imaginou o quanto apreciaria todos os seus timos sabores. Quanto mais claramente ele via a imagem das novas mulheres, mais real se tornava, e mais sentia que iria encontr-lo. Escreveu: Imaginar-me Saboreando as Novas mulheres, Antes Mesmo de Encontr-las, Conduz-me a Elas. Haw ficou pensando sobre o que ele poderia ganhar ao invs do que estava perdendo. Ele questionou por que sempre pensara que uma mudana iria levar a algo pior. Agora ele percebeu que mudana poderia levar a alguma coisa melhor. "Por que eu no fiz isto antes?", perguntou-se Haw. Ento correu pela Vila Mimosa com mais energia e agilidade. Logo avistou um Ponto de Mulher e ficou animado ao notar algumas novas mulheres perto da entrada. Eram tipos de Mulher que ele nunca havia visto, mas pareciam timos. Haw as experimentou e descobriu que eram deliciosas. Comeu quase todas as novas mulheres que pde encontrar e levou algumas para comer depois e talvez dividir com Hem. Comeou a recuperar suas foras. Haw entrou no Ponto de Mulher com grande excitao. Mas, para sua tristeza, descobriu que estava vazio. Algum estivera l e deixara apenas as poucas mulheres. Ele percebeu que se tivesse sado de onde estava antes, poderia ter encontrado muitas novas mulheres ali. Haw decidiu ir ver se Hem estava pronto para se unir a ele. Ao voltar sobre seus passos, parou e escreveu na parede: Quanto Mais Rpido Voc se Esquece das Velhas mulheres, Mais Rpido Encontra as Novas. Depois de algum tempo Haw acertou o caminho para o Ponto C e encontrou Hem. Ele lhe ofereceu as poucas novas mulheres, mas ficou decepcionado. Hem apreciou o gesto do amigo, mas disse que no sabia se gostaria das novas mulheres. Simplesmente no eram aquelas a que estava acostumado. Ainda iria esperar as velhas mulheres seres recolocadas no Ponto C. Haw apenas balanou a cabea desapontado e, relutantemente, voltou Vila Mimosa sozinho. Ao chegar ao ponto mais distante que alcanara, sentiu falta do amigo, mas percebeu que gostava do que estava descobrindo. Mesmo antes de encontrar o que esperava que fosse um grande estoque de novas mulheres, soube que apenas ter mulher no era o que o tornava feliz. Haw era feliz quando no estava sendo movido pelo seu medo. Gostava do que estava fazendo agora. Ciente disso, Haw no se sentia to fraco como quando permaneceu no Ponto C, sem mulher. O simples fato de decidir que no deixaria seu medo faz-lo parar, saber que tinha tomado uma nova direo, alimentava-o e o fortalecia. Agora sabia que encontrar o que precisava era apenas uma questo de tempo. Na verdade, sentia que j havia encontrado. Ele sorriu, ao se dar conta de que: Mais Seguro Procurar na Vila Mimosa do que Permanecer Sem Mulher. Ele percebeu novamente, como um dia havia percebido, que aquilo que se teme nunca to ruim quanto se imagina. O medo que voc deixa aumentar em sua mente pior do que a situao que realmente existe. Ele ficara to apreensivo com o fato de nunca encontrar as novas mulheres que sequer quis comear a procurar. Mas desde que comeou sua jornada, ele encontrou mulheres suficientes nos corredores para deix-lo ir. Agora ele ansiava por encontrar mais. Apenas olhar adiante estava ficando excitante. Haw sabia que seu antigo modo de pensar fora afetado por suas preocupaes e seus medos. Ele costumara pensar em no ter mulher suficiente, ou em no t-las durante o tempo que desejaria. Pensara mais no que poderia dar errado do que no que poderia dar certo. Mas aquilo mudara desde que sara do Ponto C. Ele costumara acreditar que as mulheres nunca poderiam ser tiradas do lugar, e que a mudana no era certa. Agora percebia que era natural que a mudana ocorresse continuamente, sendo ou no esperada. Ela s poderia surpreend-lo se no a esperasse e procurasse. Haw mudara as suas crenas quando percebeu isso e parou para escrever na parede: As Velhas Frescuras No o Levam s novas mulheres. Haw ainda no encontrara mulher alguma, mas, correndo pela Vila Mimosa, pensou no que havia aprendido. Tinha algumas novas frescuras e notou que estava se comportando de modo diferente de quando ficava correndo para o mesmo Ponto sem mulher. Ele sabia que quando voc muda suas crenas, pode mudar o que faz. Pode acreditar que a mudana ir prejudic-lo, e resistir a ela. Ou que encontrar as novas mulheres o ajudar, a aceit-la. Tudo depende daquilo em que escolhemos acreditar. Ele escreveu na parede: Quando Voc Acredita que Pode Encontrar e Apreciar as Novas mulheres, Muda de Direo. Haw tinha conscincia de que estaria em melhor forma agora se tivesse lidado com a mudana muito antes e sado do Ponto C mais cedo. Sentir-se-ia mais forte fsica e espiritualmente, e poderia ter enfrentado melhor o desafio de encontrar as novas mulheres. De fato, provavelmente j as teria encontrado se tivesse esperado e mudana, em vez de perder tempo negando que ocorrera. Reuniu coragem e decidiu entrar nas partes mais desconhecidas da Vila Mimosa. Encontrou umas poucas mulheres aqui e ali e comeou a recuperar sua fora e confiana. Ao pensar no lugar de onde viera, Haw ficou feliz por ter escrito em muitas paredes. Achou que suas frases serviriam como uma pista para Hem seguir atravs da Vila Mimosa, se escolhesse sair do Ponto C. Haw s esperava estar indo na direo certa. Pensou na possibilidade de Hem ler O Manuscrito na Parede e encontrar o seu caminho. Ele escreveu na parede o que estava pensando havia algum tempo: Notar Cedo as Pequenas Mudanas Ajuda-o a Adaptar-se s Maiores que Ocorrero. quela altura, Haw havia se libertado do passado e estava se adaptando ao presente. Ele continuou a percorrer a Vila Mimosa com maior fora e velocidade. E no demorou muito para algo acontecer. Quando parecia que estava na Vila Mimosa havia uma eternidade, sua jornada terminou rpida e alegremente. Haw prosseguiu por um corredor que era novo para ele, virou uma esquina e encontrou vrias novas mulheres no Ponto G! Quando entrou, ficou surpreso com o que viu. Em vrios arns por toda a parte estava o maior estoque de mulher que j encontrara. Haw no reconheceu todos os tipos de mulher, porque alguns eram novos para ele. Por um momento Haw se perguntou se o que via era real ou fruto da sua imaginao. Ento avistou seus velhos amigos, Sniff e Scurry. Sniff o recebeu inclinando a cabea em uma saudao, e Scurry acenou-lhe com a pata. Suas gordas e pequenas barrigas mostravam que estavam ali havia algum tempo. Haw os cumprimentou rapidamente e logo pegou algumas de todas as suas mulheres favoritas. Tirou os tnis e a roupa de comer, dobrando-a cuidadosamente e colocando-a a mo, para o caso de precisar delas de novo. Ento se atirou sobre as novas mulheres. Depois de saciar a fome, ergueu uma mulher fresca e fez um brinde. - Viva a Mudana! Enquanto Haw saboreava as novas mulheres, refletia sobre o que aprendera. Ele percebeu que quando temera a mudana estivera mantendo a iluso das velhas mulheres que no estava mais l. Ento o que o fez mudar? O medo de morrer de fome? Haw pensou: "Bem, isso ajudou." Ento ele riu e percebeu que comeara a mudar logo que aprendera a rir de si mesmo e do que fizera de errado. Deu-se conta de que o caminho mais rpido para mudar rir de sua prpria insensatez -ento voc pode se libertar e seguir rapidamente em frente. Haw soube que tinha aprendido algo til sobre seguir em frente com seus companheiros cariocas, Sniff e Scurry. Eles simplificavam a vida. No analisavam ou complicavam demais as coisas. Quando a situao mudou e as mulheres foram tiradas do lugar, eles mudaram e foram sua procura. Haw no se esqueceria disso. Ento Haw usou seu crebro maravilhoso para fazer o que os paulistas fazem melhor do que os cariocas. Ele encarou a si mesmo - de forma sincera -, descobrindo algo melhor, muito melhor. Ele refletiu sobre os erros que cometera no passado e os usou para planejar seu futuro. Haw sabia que voc pode aprender a lidar com a mudana: Pode ter mais conscincia da necessidade de simplificar a vida, ser flexvel e se mover rapidamente. No precisa complicar demais as coisas ou se confundir com crenas assustadoras. Pode notar quando as pequenas mudanas comeam, para estar mais preparado para a grande mudana que pode ocorrer. Ele sabia que precisava adaptar-se mais rpido, porque se voc no se adapta a tempo, talvez nunca venha a se adaptar. Haw teve de admitir que o maior obstculo mudana est dentro de voc mesmo, e que nada melhora at voc mudar. Talvez mais importante do que tudo, ele percebeu que sempre h novas mulheres em algum lugar, mesmo que voc no saiba disso na ocasio. E que essas mulheres so sua recompensa quando voc vence o seu medo e passa a gostar da aventura. Ele sabia que um pouco de medo deve ser tomado em considerao, porque pode evitar que voc corra um risco real. Mas percebeu que a maioria dos seus medos era irracional e o impedira de mudar quando a mudana se mostrava necessria. Haw no gostou disso na poca, mas sabia que a mudana se revelara um benefcio disfarado, porque o levara a encontrar mulheres melhores. Ele at mesmo encontrara uma parte melhor de si mesmo. Enquanto Haw se lembrava do que havia aprendido, pensava em seu amigo Hem. Desejou saber se Hem havia lido alguma das frases que escrevera nas paredes no Ponto C e em toda a Vila Mimosa. Hem havia decidido se libertar e seguir em frente? Tinha entrado na Vila Mimosa e descoberto o que podia tornar a sua vida melhor? Ou ainda estava hesitante porque no mudaria? Haw pensou em voltar ao Ponto C para ver se conseguia encontrar Hem - aceitando como hiptese que conseguiria encontrar o caminho de volta. Ele achou que se encontrasse Hem poderia lhe mostrar como sair da situao desagradvel em que se encontrava. Mas Haw se deu conta de que j tentara fazer o amigo mudar. Hem tinha de encontrar o seu prprio caminho, deixando para trs a sua comodidade e os seus medos. Ningum podia fazer aquilo para ele, ou o convencer a faz-lo. De algum modo, Hem tinha de ver a vantagem da mudana. Haw sabia que deixara uma pista na Vila Mimosa, e que Hem poderia encontrar o seu prprio caminho, se apenas lesse O Manuscrito na Parede. Ele escreveu um resumo do que havia aprendido na parede maior do Ponto G. Desenhou uma grande mulher ao redor de todos os insights que havia tido, e sorriu ao ver o que aprendera. O Manuscrito na Parede A Mudana Ocorre Continuam a Mexer nas mulheres Antecipe a Mudana Prepare-se para o Caso das mulheres No Estarem no Lugar Monitore a Mudana Cheire as mulheres com Freqncia para Saber Quando Esto Ficando Velhas Adapte-se Rapidamente Mudana Quanto Mais Rpido Voc se Esquece das Velhas mulheres, Mais Rpido Pode Saborear as Novas Mudana Saia do Lugar Assim Como as mulheres! Aprecie a Mudana Sinta o Gosto da Aventura e das Novas mulheres Esteja Preparado para Mudar Rapidamente Muitas Vezes Continuam Mexendo nas mulheres Haw percebeu o quanto tinha ido longe desde que estivera com Hem no Ponto C, mas sabia que seria fcil para ele retroceder caso se sentisse confortvel demais. Todos os dias inspecionava o Ponto G para ver qual era a condio das suas mulheres. Faria todo o possvel para evitar ser surpreendido por uma mudana inesperada. Enquanto Haw ainda tinha um grande estoque de mulher, freqentemente ia para a Vila Mimosa e explorava novas reas para estar ciente do que estava acontecendo ao seu redor. Ele sabia que era mais seguro ter conscincia de suas verdadeiras escolhas do que se isolar em sua zona de conforto. Haw ouviu o que achou que era o som de passos na Vila Mimosa. Quando o som se tomou mais alto, percebeu que algum estava chegando. Poderia ser Hem? Ele estava prestes a dobrar a esquina? Haw fez uma pequena orao e esperou - como esperara muitas vezes antes - que talvez, finalmente, seu amigo tivesse sido capaz de... Sair do Lugar Assim como as mulheres e Gostar Disso! O fim... ou seria um novo comeo? x01<= ~c d # $ x vw129:z{=>vwVW $%&hiFGcdz{'({|b c !!$!%!!"~""""{#|#|#6$7$$$X%Y%%%&&9':'((((4)5)6)V)W)|)}))))))5*5*6***++Z,[,,,,,T-U-o-p---2.3...////00.0/0/0N0O0t0u000Y1Z111e2f222H3I333'4(444D6E67777777<8=888697999h:i: ; ;;; < <<<==>>????m@n@n@FAGAAAEBFBBB+C,C8D9DEEVEWEEE5F6Fe?eReSeheiexeyeeeeff>g?gBhBhChhhGiHi{i|i}iiiiiiii-j.jkkkkllSmTm_mambmcmcmompmmmmmmmmnnnnnnooppbqcqqqrr`rarbrururvrrrrrrrrrrXsYsuuvviwjwwwwwwwwwwwwwwxxyyzz2{3{{{M|N|||||||||||S}T}}}5~6~6~~~~~12GHdewxy XYZhii{| z{VWوڈIJJÉĉ !*+mn݌ތ;<Ս֍DEגؒ)*abחؗڗۗܗ )*+>>?cdz{|ۘܘݘ!"78\]^fgԙՙ֙ -./|}67xy 12BCCUVx,1h/ =!"#$%  i@@@ Normal CJOJQJ_HaJmHsHtH6A@6 Fonte parg. padroxnx |#5*/07n@HNHW`Bhcmurw6~iJ>Cxxx~+(= --..S0|077 = =*[B[]ljlHp\phsQczssL_z.:C:\Meus documentos\VERADETE\QUEM MEXEU NA MINHA MULHER.doc@UUn~UUx@UnknownG:Times New Roman5Symbol3& :Arial"02s2sX^A!0j2QUEM MEXEU NA MINHA MULHER.. 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